3 coisas que aprendi praticando Yoga

Com crescimento vertiginoso, a Yoga tem se tornado uma prática cada vez mais comum nas grandes cidades.

A cada ano que se passa, a prática de Yoga, criada na Índia e disseminada por todo o mundo, ganha mais adeptos. No Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira de Ioga, a atividade já é praticada por mais de 500 mil adeptos em todo o país, com promessa de crescimento contínuo e acelerado.

Em 2014 eu passei a fazer parte desse número. Motivada pela curiosidade e pela vontade de ter uma rotina mais saudável, me matriculei. Em minha primeira aula, eu só sorria (de mim mesma), pensando: “gente, é impossível se equilibrar, tensionar o tórax, não sentir vergonha do quanto tô sendo ridícula no meio de tanta gente que sabe o que está fazendo: e tudo ao mesmo tempo”. Foi um desastre. Mas nesse dia, voltei para casa me sentindo tãaaao bem. E dormi um sono que não tinha fazia muito tempo. Eu queria me sentir assim de novo.

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Assim, passei a praticar Yoga duas vezes na semana. Aos poucos, consegui me livrar de algumas dores, cheguei a finalizar algumas asanas, passei a respirar melhor. E finalmente senti que havia encontrado “a minha” atividade física ❤ Hoje, quase 4 anos desde essa primeira aula, compartilho as 3 coisas mais relevantes que aprendi com a prática da Yoga.

1.Ansiedade, como podemos lidar

30% da minha geração (Y ou Millenial, nascidos entre os anos 80 e 90) sofre de ansiedade, proveniente de muitos fatores, dentre eles a ausência de noites bem dormidas, hábitos alimentares precários e hiper-conectividade com seus devices (celulares, tablets, computadores). Parafraseando JoutJout, “é obvio que você tá ansiosx“.

Tudo isso prejudica tanto a nossa mente quanto o corpo. Para quem pratica yoga, a sensação de alívio pode aparecer logo depois da primeira aula, como aconteceu comigo. A concentração exigida durante os pranayamas (exercícios de respiração) se torna um fator decisivo para a diminuição desse fator, fazendo com que a Yoga seja muito mais do que apenas uma atividade física.

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2.“Respire seu lado direito / Respire seu lado esquerdo”

Toda vez que ouço essa orientação da minha mestre, tento colocar a informação no meu coração. Ela me dá a dimensão do quanto não nos sentimos, por lados, por partes, percebendo que somos a junção de células, partículas, que juntas formam o que somos – uma mente conectada a um corpo.

Pode parecer piegas, mas acho fundamental para a vivência em sociedade a auto-percepção. O autoconhecimento, a autoanálise, o amor próprio.  Como colaborar com o meio sem antes olharmos para nós mesmos?

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3.O objetivo é o percurso, não o fim 

A cada nova asana, uma nova tentativa. Às vezes o músculo dá uma fisgada, e cabe a você decidir se segue em frente esse estica-e-puxa ou se encerra por ali. Se você cede menos, pode nunca conseguir atingir o seu máximo na prática; e se cede mais, pode se lesionar. O que é mais importante não é chegar a um ponto nem a outro, e sim aproveitar o durante, perceber o seu corpo tentando chegar à postura indicada.

Entendo que essa lição serve para a vida: aproveitar o percurso, o presente. Não é fácil condicionar a sua mente pra pensar na atividade do agora e deixar um pouco de lado as preocupações, os planos, as pessoas, as contas, o supermercado, etc, etc, etc; é algo a se exercitar. E como todo exercício, requer rotina, esforço, obstinação. Aviso a vocês que vale a pena 😉

Quem se interessou e quer saber mais, aqui vão algumas dicas:

  • Busque o tipo de Yoga que mais se aproxime com o seu jeito e com o que você deseja
  • Assista a alguns dos vários documentários e videos a respeito. Os que amei ver:
    > A Yoga que veio da África (2018), apresenta Ama, uma jovem carioca empenhada em difundir a da Yoga Kemetica no Brasil – uma vertente da prática que alinha corpo e em mente que tem suas raízes na África. Disponível no Youtube
    > Vai ter gorda na Yoga (2017), conta a história de Vanessa Joda, fundadora da escola Yoga Para Todos, em São Paulo, que propõe uma visão mais inclusiva da prática — ou seja, além do padrão musa-fitness-namastê. Disponível no Youtube
    > Awake: A Vida de Yogananda (2014) é um filme documentário sobre Paramahansa Yogananda (1893-1952). Disponível no Netflix
    > On Yoga: Arquitetura da Paz (2017), registra a busca de uma década do fotógrafo Michael O’Neill por conhecer melhor os principais gurus e mestres de yoga em atividade, incluindo encontros com pensadores, médicos e iogues. Também disponível no Netflix
  • Comece a prática (com orientação de umx mestrx, por favor) e aproveite 🙂